quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tudo a seu tempo


Minha mãe vive dizendo que há um tempo certo pra tudo...
Demorei anos para entender o que isso realmente significava. 
Mas quando, afinal, é esse tempo certo? Como eu saberia?
Então, entendi que existem ciclos em nossas vidas. E, como tudo, eles têm começo, meio e fim.
Há tempo de rir  e de chorar, de sonhar e de realizar... e também, tempo de começar e de finalizar.
Não é fácil ter sensibilidade e perceber quando algo tem que terminar. Existem portas que precisam (e devem) ser fechadas. Há pessoas precisando sair de nossas vidas, relacionamentos que devem terminar, coisas das quais precisamos nos livrar ou o passado pedindo pra ser esquecido. E ponto.
Por mais que doa, por mais que incomode, isso nos faz crescer e amadurecer.
O velho acaba para dar espaço ao novo. Respirar novos ares, conhecer novas pessoas, vivenciar novas experiências, desapegar-se.
O que não teve um fim ontem acabará gerando ansiedade e sofrimento amanhã. E nos impedirá de viver o hoje com satisfação
Aquilo que já não faz bem, que já não dá prazer ou que incomoda não estaria no tempo de acabar? Não estaria na hora de mudar? Não precisa ser uma grande mudança. Lembre-se de que tudo muda, a todo instante.
Como diz meu amigo poeta Edson Marques: “Mude, mas comece devagar porque a direção é mais importante que a velocidade... Experimente coisas novas...”
E viva o novo, todos os dias!
Abraços meus,
Carla

E por falar em saudade...


A pior saudade é “a do que não foi”...
Saudades do que não foi vivido, do que não aconteceu, do que poderia ter sido. Isso sim dói...
Dói porque não sabemos, porque não vivemos.
Sentir saudades de algo que passou é nostálgico. Sentimos saudades de coisas, pessoas e lugares dos quais gostamos... de situações que vivenciamos e dais quais sentimos falta.
Mas como podemos sentir saudades de algo que não vivemos? E sentimos... E como sentimos! Paramos e pensamos: “Nossa, como teria sido?” – e desse não saber também sentimos saudades...
Às vezes, me pego imaginando: “E se eu tivesse ido?”, ou “Se eu tivesse atendido aquele telefonema...”
O famoso SE...
E se não fosse mesmo pra ter acontecido? E se aquele SE tivesse mudado nossa vida???
Não sabemos...
Destino? Será mesmo que ele existe?
Por que às vezes acontecem situações pelas quais não passamos e, depois, não saem da nossa cabeça? Não sei... Alguém sabe?
São tantas perguntas...
Me lembra uma música do Lenine que diz assim:
“Eu morro de saudades do que era pra viver
(...)
Meus olhos do passado num futuro que nem sei
De tantas outras vidas
Mil pontos de partida
E todos os detalhes do que não aconteceu...”
Talvez, por isso, eu sinta saudades do que não aconteceu... Simplesmente por não saber como teria sido!!!
Abraços meus,
Carla

O prazer na simplicidade


As coisas que nos dão prazer e que nos fazem felizes são, na verdade, muito simples... e, às vezes, na correria diária, nos esquecemos de prestar atenção nelas.
Uma tarde passada com amigos, jogando conversa fora e tomando café...
Um cinema, numa noite qualquer, ao lado de alguém de quem gostamos...
Ler um livro, qualquer um, mesmo aquele que você escolheu pela capa, e adorar a leitura...
Tomar um sorvete quando se está louco por um doce...
Andar de mãos dadas...
Receber um telefonema de alguém com quem não fala há tempos assim, de repente!
Mandar um SMS sem esperar resposta... e, contrariando as expectativas, ela chegar.
Sair após a chuva e sentir aquele cheiro de terra molhada...
Encontrar um amigo que não vê há anos... e perceber que a distância não mudou o que sentiam um pelo outro...
Saber que pode dormir a hora que quiser e que não tem horário para acordar no dia seguinte...
Ganhar um abraço sem esperar... apertado, quente, aconchegante... abraço!
Ter alguém pra amar... todos os dias!
Ter alguém que você ama te esperando em casa quando chegar, cansadíssimo e desanimado...
Ganhar flores num dia qualquer, sem motivo...
Receber várias lambidas do seu cachorro ao acordar...
Pensar em alguém... e descobrir que aquela pessoa também está pensando em você!
Ter um único amigo que vale por mil...
Ganhar um beijo...
Ver o sol nascer depois de vários dias frios...
Achar um desenho que seu filho fez pra você (há muito tempo) no meio de papéis guardados!
Fazer um bolo e ver as pessoas comendo com prazer...
Enfim... a vida é simples, bem simples. Nós é que, querendo sempre mais, nos esquecemos de ver que ser feliz é tão fácil!
Abraços meus,
Carla