sábado, 13 de julho de 2013

Bem assim...


Nunca fui fofa... Certinha... Perfeita... Delicada...
Nada disso. 
Sempre fui EU. E nem sempre foi fácil, tanto para mim quanto para quem convive comigo.
Não sou conveniente nem politicamente correta. Não mesmo. Sou inconveniente quando é preciso ser. Brigo por tudo aquilo em que acredito, brigo por injustiças, brigo pra ser o que eu sou.
Gosto de mim assim, meio agridoce.
Doce quando merecem, ácida na mesma proporção.
Gente mais ou menos me irrita... Gente boazinha, que não tem opinião nem defende seus pontos de vista.
É fácil e confortável ficar em cima do muro, sem tomar partido. Difícil é dizer o que pensa e arcar com as consequências disso... Mas prefiro assim.
Amo intensamente, sofro na mesma proporção.
Sou de me doar por inteiro, mas também sei acabar com tudo em segundos...
Não tem jeito, culpa do zodíaco que me fez geminiana. Tenho todos os lados ao mesmo tempo.
Não, não sou duas caras como muitos pensam. Tenho apenas os dois lados (que todo ser humano tem) muito aflorados. E as pessoas têm de mim o lado que merecem. Simples...
Não, não mudo para agradar ninguém. Sou o que sou e como sou. Quer assim, bem. Não quer... sinto muito. Sempre vai ter quem queira.
É fácil ser eu? Nem por um minuto, mas sou feliz com minhas escolhas.
Todos os dias.

Abraços meus,
Carla 



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Basta-me um pequeno gesto...


“Basta-me um pequeno gesto
Feito de longe e de leve
Para que venhas comigo
E eu para sempre te leve”
Estes versos de Cecília Meireles sempre me encantaram. Basta um pequeno gesto... Quantas vezes é um pequeno gesto que esperamos? Às vezes, é apenas de um pequeno gesto que precisamos para mudar tudo, para tomar coragem, para tomar uma atitude.
Muitos esperam por esse gesto por um longe tempo. E, quando ele acontece, o resultado pode não ser o esperado. Não é o que desejamos, mas é um risco que corremos.
Então, um dia, de repente, o pequeno gesto acontece! O tão sonhado pequeno gesto. Aquele pelo qual você tanto esperou. E agora???
Tomar coragem e encarar. Mesmo que não seja como você sonhou, mesmo que as coisas não saiam como você planejou, vale a experiência. Vale “pagar pra ver”. Senão, nunca vai saber como seria. Pior do que fazer e não dar certo é não fazer e não saber como seria.
Essa é uma sensação muito difícil para se conviver. A dúvida, a incerteza. O passar o resto de sua vida pensando em como seria.
Aceite o desafio. Pode doer, mas valerá como aprendizado, como experiência. Sim, as feridas se curam com o tempo, sou prova disso. As cicatrizes ficam, mas são um sinal de evolução e de amadurecimento.
Arrisque-se. Entre de cabeça! As mudanças são necessárias. Não é típico do ser humano ficar estagnado. Aposte suas cartas. Pode valer a pena, ou não. Mas o que você tem a perder? O medo é um grande ladrão de sonhos... Não deixe que ele roube os seus.
Pense nisso: ter vivido uma experiência inesquecível que não teve o final que você imaginou dói. Mas vale muito mais a pena do que não vivê-la. E não saber jamais como teria sido... Essa sim é uma dor incômoda!
Abraços meus,
Carla

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O poder das palavras


Palavras são
Ao mesmo tempo
Tão simples
Tão frágeis...
Mas também
Antitéticas...

Trazem em si mesmas
Muitos significados...
Sentidos, sentimentos
E... ressentimentos...

Podem trazer, ao mesmo tempo,
Dor e bálsamo,
Tristeza e alegria,
Frieza e calor,
Doçura e amargura...

São gritos,
Silêncios,
Lágrimas e sorrisos...
Confortos e confrontos,
Tempestade e bonança...
Portas que se fecham,
Janelas que se abrem...

Impulsionam,
Mas também
Devoram e destroem...
Geram, ao mesmo tempo,
Sanidade e loucura,
Medo e esperança...

Palavras,
Palavras...

Palavras
Jamais devem ser
Proferidas
Em vão...

Abraços meus,
Carla

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Passado, presente e futuro


Passado.
Como o próprio nome diz: passou.
E, se passou, por que é tão difícil deixar para trás? Não deveria ser...
O momento presente é realmente o mais importante de nossas vidas. É dele que nosso futuro depende. E não do passado...
“O ontem já lhe fugiu das mãos e o amanhã ainda não chegou. Viva o momento presente porque dele depende todo o seu futuro”. Li essa frase há muitos anos. E ela ficou guardada no meio dos meus pensamentos.
É uma verdade simples, é um fato. Ontem já era, já foi, acabou-se... O excesso de passado em nossas vidas causa depressão. Esqueça. Não há mais nada a fazer.
O amanhã ainda não chegou e ele depende do seu hoje. Então, é no hoje que você tem que focar suas energias. Hoje.
É hoje o dia de ser feliz, de realizar, de planejar e de viver. O amanhã fatalmente chegará. Mas, tenha calma, pois pensar demais no futuro gera ansiedade. Tudo a seu tempo, um dia de cada vez!
O Hoje é uma dádiva que é nos é dada todos os dias quando nos levantamos pela manhã. Façamos jus a esse presente o saibamos usá-lo com sabedoria!
Abraços meus,
Carla

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vale a pena?


Quanto tempo leva para o coração se recuperar de uma grande decepção?
Já me fiz inúmeras vezes essa pergunta.
Quem nunca teve o coração dilacerado pelo menos uma vez?
Os motivos podem ser os mais variados...
Mas o que realmente acaba com o coração da gente é amor, ou, se preferem assim, a falta de amor...
“É melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado...” Será mesmo? Será que vale mesmo a pena? E a dor que vem depois? E o medo que isso traz? E as cicatrizes que ficam e estarão sempre ali, mesmo depois de muito tempo?
Por mais que você tente, por mais que queira, não consegue esquecer. E também não consegue entender. E vale a pena???
Prefiro pensar que sim, mas depende do quanto quer arriscar e do quanto pode suportar.
Às vezes, as cicatrizes doem e incomodam. Não, elas não somem. Ficam ali, quietas, mudas... estão ali. O medo também é um parceiro constante. Mas ele ajuda. Ele vai fazer com que você coloque um freio em suas emoções e não se arrisque sem necessidade.
Já a dor... um dia ela acaba. Ela vai amenizando com o tempo, ficando menos intensa e fica mais fácil conviver com ela. Até que, um dia, de repente, ela acaba...
E você se vê livre e pronto para amar novamente. E cada vez será diferente, cada vez será única.
Esqueça tudo o que passou. O que passou é passado e o que importa agora é o presente. Foque-se nessa nova etapa e a viva intensamente! Você vai perceber que tudo pelo que passou te fez mais forte e que sofrimento não mata: fortalece.
E que amar, assim como viver, sempre vale a pena!!!
Abraços meus
Carla

Amor e posse


Tenho pensado muito no sentimento de posse que algumas pessoas nutrem com relação ao outro...
Quando passamos a possuir alguém? O que nos deu esse direito?
Pois é... As respostas certas seriam NUNCA e NADA...
Relacionamentos acabam com ou sem motivo. Ponto. Não adianta chorar, espernear e achar que o outro é propriedade nossa. Não rola, isso não existe.
Quando tem que acabar, acaba. Por mais que doa, por mais que machuque. E dói. E machuca.
O que nos cabe fazer é virar a página, começar de novo, partir pra outra. Quando vira posse, já deixou de ser amor há muito tempo. Por que será que é tão difícil para algumas pessoas perceberem isso?
É viver e, mais importante ainda, é deixar o outro viver. Simples... Fácil. Nós é que complicamos tudo, como sempre.
Se tiver que estar junto novamente, vai acontecer. Não é aprisionando o outro. É deixando as coisas acontecerem. E, acreditem, no tempo certo, sem dúvida... acontecem!
Pensando no que disse um dia o sábio poeta Mário Quintana (ele era mesmo muito sábio):
 “O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do seu jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”
Então, vamos lá... Viver deixar viver...
Abraços meus,
Carla

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tudo a seu tempo


Minha mãe vive dizendo que há um tempo certo pra tudo...
Demorei anos para entender o que isso realmente significava. 
Mas quando, afinal, é esse tempo certo? Como eu saberia?
Então, entendi que existem ciclos em nossas vidas. E, como tudo, eles têm começo, meio e fim.
Há tempo de rir  e de chorar, de sonhar e de realizar... e também, tempo de começar e de finalizar.
Não é fácil ter sensibilidade e perceber quando algo tem que terminar. Existem portas que precisam (e devem) ser fechadas. Há pessoas precisando sair de nossas vidas, relacionamentos que devem terminar, coisas das quais precisamos nos livrar ou o passado pedindo pra ser esquecido. E ponto.
Por mais que doa, por mais que incomode, isso nos faz crescer e amadurecer.
O velho acaba para dar espaço ao novo. Respirar novos ares, conhecer novas pessoas, vivenciar novas experiências, desapegar-se.
O que não teve um fim ontem acabará gerando ansiedade e sofrimento amanhã. E nos impedirá de viver o hoje com satisfação
Aquilo que já não faz bem, que já não dá prazer ou que incomoda não estaria no tempo de acabar? Não estaria na hora de mudar? Não precisa ser uma grande mudança. Lembre-se de que tudo muda, a todo instante.
Como diz meu amigo poeta Edson Marques: “Mude, mas comece devagar porque a direção é mais importante que a velocidade... Experimente coisas novas...”
E viva o novo, todos os dias!
Abraços meus,
Carla

E por falar em saudade...


A pior saudade é “a do que não foi”...
Saudades do que não foi vivido, do que não aconteceu, do que poderia ter sido. Isso sim dói...
Dói porque não sabemos, porque não vivemos.
Sentir saudades de algo que passou é nostálgico. Sentimos saudades de coisas, pessoas e lugares dos quais gostamos... de situações que vivenciamos e dais quais sentimos falta.
Mas como podemos sentir saudades de algo que não vivemos? E sentimos... E como sentimos! Paramos e pensamos: “Nossa, como teria sido?” – e desse não saber também sentimos saudades...
Às vezes, me pego imaginando: “E se eu tivesse ido?”, ou “Se eu tivesse atendido aquele telefonema...”
O famoso SE...
E se não fosse mesmo pra ter acontecido? E se aquele SE tivesse mudado nossa vida???
Não sabemos...
Destino? Será mesmo que ele existe?
Por que às vezes acontecem situações pelas quais não passamos e, depois, não saem da nossa cabeça? Não sei... Alguém sabe?
São tantas perguntas...
Me lembra uma música do Lenine que diz assim:
“Eu morro de saudades do que era pra viver
(...)
Meus olhos do passado num futuro que nem sei
De tantas outras vidas
Mil pontos de partida
E todos os detalhes do que não aconteceu...”
Talvez, por isso, eu sinta saudades do que não aconteceu... Simplesmente por não saber como teria sido!!!
Abraços meus,
Carla

O prazer na simplicidade


As coisas que nos dão prazer e que nos fazem felizes são, na verdade, muito simples... e, às vezes, na correria diária, nos esquecemos de prestar atenção nelas.
Uma tarde passada com amigos, jogando conversa fora e tomando café...
Um cinema, numa noite qualquer, ao lado de alguém de quem gostamos...
Ler um livro, qualquer um, mesmo aquele que você escolheu pela capa, e adorar a leitura...
Tomar um sorvete quando se está louco por um doce...
Andar de mãos dadas...
Receber um telefonema de alguém com quem não fala há tempos assim, de repente!
Mandar um SMS sem esperar resposta... e, contrariando as expectativas, ela chegar.
Sair após a chuva e sentir aquele cheiro de terra molhada...
Encontrar um amigo que não vê há anos... e perceber que a distância não mudou o que sentiam um pelo outro...
Saber que pode dormir a hora que quiser e que não tem horário para acordar no dia seguinte...
Ganhar um abraço sem esperar... apertado, quente, aconchegante... abraço!
Ter alguém pra amar... todos os dias!
Ter alguém que você ama te esperando em casa quando chegar, cansadíssimo e desanimado...
Ganhar flores num dia qualquer, sem motivo...
Receber várias lambidas do seu cachorro ao acordar...
Pensar em alguém... e descobrir que aquela pessoa também está pensando em você!
Ter um único amigo que vale por mil...
Ganhar um beijo...
Ver o sol nascer depois de vários dias frios...
Achar um desenho que seu filho fez pra você (há muito tempo) no meio de papéis guardados!
Fazer um bolo e ver as pessoas comendo com prazer...
Enfim... a vida é simples, bem simples. Nós é que, querendo sempre mais, nos esquecemos de ver que ser feliz é tão fácil!
Abraços meus,
Carla